Demissão em massa de diretores do Sindicato dos Servidores Públicos de Pinhais

Leia na sua integra, a “Carta de Renúncia” em massa dos diretores do Sindicato dos Servidores Públicos de Pinhais (Sinserp) postada hoje (25) em rede social de onde copiamos para publicarmos aqui.

Boa tarde, este assunto acho que lhe interessa é da Tânia Ferreira, até:#CARTA #DE #RENÚNCIA #SINSERP

Viemos, por meio desta, comunicar nossa decisão em caráter irrevogável, de deixar esta honrosa função de diretor (a) de Sindicato, a nós confiada. Esta difícil decisão, decorre das dificuldades que temos enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento as atividades sindicais que tem sido atravancadas pelo atual presidente deste Sindicato e seu vice.

Entendemos que o Sindicato é um importante e necessário instrumento de luta e resistência para a classe trabalhadora. Especialmente para nós servidoras e servidores públicos que temos sido alvo de uma conspiração para colocar – nos como culpados (as) da crise que tem se abatido sobre o Brasil, visando construir uma pano de fundo para terceirização do serviço público, deixando o caminho totalmente livre para os(as) apadrinhados(as) políticos. Este cenário grita por um Sindicato forte, atuante, diferente do rumo ao qual nosso Sindicato tem sido conduzido.

Após muito diálogo interno, muito embate, muitos requerimentos sem respostas: hoje decidimos romper com esta atual diretoria por não confiar mais em sua atual presidência e por discordar das práticas que temos combatido, infelizmente, infrutiferamente, dentre tantas, citamos como exemplo:

– Falta de transparência em relação ao orçamento.

– Falta de transparência das ações da presidência e averiguação de não comparecimento em atendimento de interesses do sindicato em horário de disponibilidade por afastamento classista.

– Ausência de resposta aos diversos requerimentos feitos pela diretoria;

– Inobservância da determinação da Assembleia e participação em reunião sem acompanhamento com o secretário de governo, o que entendemos ser injustificável para qualquer líder sindical;

– Falta de atuação sindical e inobservância de diversas decisões de Assembleia, por exemplo: Inobservância da determinação de Assembleia do dia 05/09/2016 abertura de ação por atos antissindicais. Inobservância da determinação de Assembleia do dia 15/08/2016 – abertura de ação equiparação salarial entre Assist. e Aux. Administrativo; Inobservância da determinação de Assembleia do dia 05/09/2016 abertura de ação porte de guarda pela GM; Inobservância da determinação de Assembleia do dia 15/08/2016 – abertura de ação desvio de função da enfermagem.

– Falta de entendimento e de valorização do que é trabalho de base;

– Falta de comunicação. Mesmo para diretoria muitas informações chegavam em cima da hora, prejudicando a comunicação e a organização.

– E o que nos chocou e demarcou definitivamente a impossibilidade de continuarmos atuando junto: Inobservância da determinação da Assembleia do dia 22/06/2017 confesso em 03/07/2017 em relação a deflagração da greve.. Inobservância esta que frustrou a luta dos(as) servidores(as) de Pinhais num momento histórico e que pode ter custado a perda de direitos, que levaremos muito tempo para reverter e que custará caro para cada um(a) de nós.

Durante nossa curta trajetória, foi crescente a resistência que encontramos por parte desta presidência para darmos nossa contribuição. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao acolhimento que conseguimos entre alguns(as) diretores(as) que realmente querem fazer a diferença e que neste momento, pelos motivos elencados estão todos desligados desta diretoria . No entanto, as difíceis tarefas que este Sindicato ainda tem pela frente sinaliza que é imperativo termos uma presidência que tenha liderança e atuação sindical.

Antes de finalizar, gostaríamos de esclarecer que o pretenso afastamento de três diretores, que foi feita numa reunião, que não tinha este assunto como pauta e sem sustentação nenhuma no Estatuto ou sequer na orientação do MPT que recomendou apenas que na eleição de 2020, as chapas tenham suplentes (quem necessitar, como já o fizemos uma vez, podemos disponibilizar a Recomendação do MPT novamente), não tem validade legal alguma e é só mais um ato discricionário para o rol.

Entendemos que a melhor maneira de continuar contribuindo para a luta é a nossa saída desta diretoria que já não tem sustentação, a fim de tentar buscar outras alternativas de organização e resistência aos tantos ataques que temos sofrido enquanto trabalhadores(as). Pedimos a todos e todas que não desistam, mas que se fortaleçam,que procurem conhecer o que , realmente acontece: leiam as atas, peçam acesso aos extratos, cobrem e resistam, pois o Sindicato é seu também.

“Um passo pra trás para dar dois passos para frente.” (Lenin)

Tânia Valci Ferreira, Alvaro Guergolet , Chrys Gotardelo e Alina Maçã

Pinhais, 25 de julho de 2017

OBS: Deixamos espaço aberto à atual Diretoria do Sinserp para o contradito, se assim desejar.

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